Caso Maria Flávia: Julgamento é suspenso e terá continuidade nesta quinta-feira, 18
Após mais de 11 horas de sessão, juiz encerrou os trabalhos por volta das 20h desta quarta-feira.
O julgamento dos réus M.A.M. e J.P.M.P., pronunciados pela morte de Maria Flávia Camoleze Augusto, aos 26 anos de idade, foi suspenso por volta das 20h desta quarta-feira (17) e terá continuidade às 9h desta quinta-feira (18), no plenário da Câmara Municipal de Assis.
A decisão foi tomada pelo juiz-presidente do Tribunal do Júri, Bruno César Giovanini Garcia, após um extenso dia de trabalhos, iniciado pela manhã e marcado pela oitiva de testemunhas de acusação e defesa, além dos interrogatórios dos dois réus. O depoimento do condutor do Volkswagen Gol, no qual estava a vítima, foi particularmente longo e detalhado, ocupando boa parte da fase de instrução realizada.
Durante toda a sessão, os jurados acompanharam depoimentos considerados fundamentais para a reconstrução dos fatos que culminaram no acidente ocorrido no final da Avenida Rui Barbosa, em Assis, e que vitimou fatalmente Maria Flávia.
A equipe do Abordagem Notícias acompanhou integralmente os trabalhos e presenciou os interrogatórios dos acusados.
Em seu depoimento, o condutor do Volkswagen Gol branco, veículo em que estava Maria Flávia, admitiu que trafegava em alta velocidade na noite dos fatos. Ele também confirmou ter ingerido bebida alcoólica nos três estabelecimentos por onde passou antes do acidente. Apesar disso, negou ter participado de um racha.

Curva ao final da Avenida Rui Barbosa, local onde o condutor do Gol perdeu o controle e colidiu violentamente contra a parede de um prédio em frente à Praça Arlindo Luz. Foto: Abordagem Notícias
Já o motorista do Hyundai HB20 branco, que aparece em diversos momentos das imagens analisadas durante o processo trafegando lado a lado com o Gol, também negou a prática de racha. Em seu interrogatório, afirmou que não conhecia o outro condutor e negou qualquer combinação ou disputa automobilística.
A acusação sustenta que os dois veículos participavam de uma corrida ilegal pelas ruas da cidade momentos antes da colisão fatal. A tese é contestada pelas defesas.
Com o encerramento dos trabalhos desta quarta-feira, ainda restam as sustentações orais dos advogados de defesa dos dois réus, além da fase de debates entre acusação e defesa, réplica, tréplica e, posteriormente, a votação dos quesitos pelos jurados.
A expectativa é que o julgamento se estenda por pelo menos mais seis horas nesta quinta-feira, antes que os sete jurados se reúnam em sala secreta para decidir o destino dos acusados, que respondem ao processo em liberdade.
Em décadas, este é apenas o segundo julgamento do Tribunal do Júri em Assis que precisa ser retomado em um segundo dia. O último ocorreu em 11 de fevereiro deste ano e teve duração de 31 horas e meia, envolvendo o julgamento de quatro réus.
Os sete jurados, sendo quatro mulheres e três homens, foram conduzidos a um hotel após o encerramento da sessão, onde permanecerão incomunicáveis até a retomada dos trabalhos e a conclusão do julgamento.
O caso é considerado um dos mais emblemáticos da história recente de Assis e tem mobilizado familiares, amigos da vítima e a comunidade local desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira.
Fonte: Da Redação
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