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AGRICULTURA • 22/10/2021

Presidente do GAAS defende plantio mais consciente, com substituição de produtos químicos

Vian participará do XVI Seminário Nacional do Milho Safrinha, realizado em Assis.

Presidente do GAAS defende plantio mais consciente, com substituição de produtos químicos

Rogério Vian,  presidente do Grupo Associado de Agricultura Sustentável (GAAS)

 

No dia 25 de novembro de 2021, uma quinta-feira, o presidente do Grupo Associado de Agricultura Sustentável (GAAS), Rogério Vian, ministrará a palestra “Produtos Biológicos para Manejo de Pragas e Nematoides” durante o XVI Seminário Nacional do Milho Safrinha, que será realizado a partir de Assis, no formato online.

O agricultor, com lavouras nos municípios goianos de Mineiros e Caiapônia - onde cultiva soja orgânica em larga escala, milho, e outros produtos - defende o uso de insumos naturais, que além de serem menos agressivos ao meio ambiente, auxiliam o produtor a ter um custo menor.

Produzir e preservar são as palavras de ordem para esse grande visionário, que se destacou muito no cenário agrícola nacional em razão de seus conhecimentos e aplicação de manejos mais sustentáveis econômico e ambientalmente.

O contexto de agregar o sistema de produção aos bioinsumos tem muito a ver com o fato de sua propriedade ser localizada próxima ao Parque Nacional das Emas (patrimônio mundial da humanidade), onde foi estabelecida uma relação harmônica entre a produção de soja e a natureza.

Nos fundos da fazenda está a nascente do Rio Araguaia, e desde sempre o agricultor teve grande preocupação com a preservação, partindo para o plantio mais consciente, com menor uso de produtos químicos. Segundo explica, em torno do Parque, a legislação não permite plantar culturas transgênicas a uma determinada distância – o limite é de 500 metros para soja e milho, e 800 metros para o algodão.

Assim, há anos Vian deixou de lado a produção convencional, com uso de fertilizantes químicos e agrotóxicos, e fez a transição para manejos que preconizam o uso de insumos biológicos, como microrganismos, feromônios e insetos para o combate a pragas e doenças da lavoura. O controle biológico, em sua ótica, é um dos mais importantes para um novo modelo de agricultura.

Em suas terras, faz uso do pó de rocha (remineralizador), que ajuda na recomposição dos minerais, melhorando as condições do solo com menor custo. Esse insumo é rico em micro e macronutrientes, que em mistura no solo elevam os índices de fertilidade. Vian também utiliza técnicas de homeopatia e física quântica em suas áreas de produção.

O GAAS, associação a qual preside, é composto por produtores rurais, técnicos, consultores e pesquisadores em diversos estados. Segundo números da entidade, cerca de 5,5 milhões de hectares dos associados foram beneficiados com a adoção de práticas sustentáveis. O grupo é nacional, mas tem também abrangência internacional, com associados na Argentina, Bolívia e Paraguai, por exemplo.

O engenheiro agrônomo e agricultor cita que, em Goiás, a cultura principal é a soja, como na maioria dos Estados, sendo o milho safrinha considerado a segunda safra, com níveis de produtividade considerados bastante altos, comparados, inclusive, à safra convencional.

Para Vian, aprender, estudar e compartilhar conhecimentos; diminuir de forma drástica os custos de produção e trabalhar com sistemas mais rentáveis, são a solução para a agricultura.

“Sempre costumo falar que não temos uma bala de prata, ou seja, uma só solução para vários problemas. Temos uma caixa de ferramentas e precisamos usar as que forem necessárias”, pontua.

Isso se aplica ao milho safrinha, que chega aos seus 30 anos com grande evolução. “Parece que foi ontem que começamos a plantar milho safrinha, uma grande oportunidade que evoluiu muito em termos de conceito, insumos, adubação, sistemas, e vários experimentos”, comenta.

Vian recorda que muito se aprendeu nesses 30 anos, conseguindo inclusive alternar as culturas. “Antes, o agricultor plantava só soja e passava meses com a palhada cheia de ervas daninhas. O milho veio para ajudar, e muito, e dar um controle melhor. Hoje há otimização da terra, com o máximo aproveitamento e possibilidade de mais safras e rentabilidade”, destaca.

 

RB Comunicação

 



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