NOTÍCIA

29/07/2020

Clóvis Marcelino tem velório e sepultamento no cemitério Morada da Colina

O secretário de obras de Assis morreu vítima de Covid-19.


Clóvis Marcelino tem velório e sepultamento no cemitério Morada da Colina

Vítima fatal do novo coronavírus, o secretário municipal de Planejamento, Obras e Serviços da Prefeitura de Assis, Clóvis Marcelino da Silva, de 60 anos, será sepultado às 12 horas, no Cemitério ‘Morada da Colina’, no Jardim Canadá, num jazigo da família. Antes do sepultamento, haverá um  período de tempo para despedidas reservadas aos familiares e amigos mais próximos, em área aberta. 

A urna permanecerá lacrada, seguindo parte dos protocolos de segurança sanitária exigidos para os casos de Covid-19.

Clóvis Marcelino estava internado na Santa Casa de Misericórdia de Assis há 20 dias e morreu no início da noite desta terça-feira, dia 28, na UTI -Unidade de Terapia Intensiva-, para onde havia sido transferido do leito de enfermaria no período da manhã. O secretário municipal, sentindo alguns sintomas, foi internado no dia 9 de julho, quando realizou o exame para o novo coronavírus.

Seis dias depois, chegou o resultado ‘positivo’ para a doença. No dia anterior, 14 de julho, na UTI, Clóvis fez aniversário. Durante o  período de internação, ele perdeu o sogro, que estava  na mesma unidade hospitalar. Duas perdas imensuráveis para a família. 

Clóvis deixou a UTI no último domingo, e, quando estava prestes a receber alta, uma infecção pulmonar agravou sua recuperação. A doença, segundo ele próprio -em áudio encaminhado a amigos um dia depois de ir para o leito da Santa Casa- era resultado do período na juventude em que foi fumante. No áudio, agradece as orações, relata fortes dores sofridas e uso constante de morfina. Ainda, pede orações a dois pacientes que estavam internados com ele. 

Clóvis Marcelino era assíduo frequentador das missas e celebrações na Catedral de Assis, onde ocupa o cargo de ‘Ministro da Eucarístia’, e na Basílica da vila Xavier. Também era bastante atuante na ‘Comunidade Restauração’, movimento da Igreja Católica. Ele deixa a esposa Dirce e os filhos Conrado e Flávia.

Centenas de amigos lotaram as páginas de facebooks com mensagéns à família. Assis está em luto pela perda de um ser de muita luz, que fez a diferença na vida das pessoas, incluindo as tantas crianças que catequisou e hoje choram a sua partida. 

LEGADO

Em três anos e sete meses à frente da Secretaria Municipal de Obras e Serviços, o engenheiro civil Clóvis Marcelino da Silva deixa como ‘principal legado’ a total remodelação no sistema viário da cidade, com aberturas de vias em passagens sobre a linha férrea, um arrojado programa de recapeamento asfáltico, que atingiu grande parte da cidade, e, recentemente, a duplicação, reforma e sinalização da avenida Benedito Pires, no trecho do perímetro urbano de Assis, ligando a cidade de Cândido Mota. Obra que Marcelino fazia questão de acompanhar, diariamente, antes de ser internado.

Reforma de espaços e prédios públicos, como o Cemitério Municipal, também fazem parte da histórica passagem de Clóvis Marcelino na chefia da pasta, reconhecida pela população, como a de maior destaque na atual gestão.

Além de obras e reformas, coube ao secretário Clóvis Marcelino administrar o serviço do transporte coletivo urbano, municipalizado há cerca de dois anos.

POLÍTICO

Os altos índices de aprovação popular da Secretaria Municipal de Obras logo começaram a projetar o nome de Clóvis Marcelino da Silva politicamente. E não demorou para que ele começasse a ser cotado como possível candidato nas eleições de 2.020.

Os comentários de que poderia ser candidato a vice-prefeito de José Aparecido Fernandes, do PDT, em caso de eventual impedimento do atual vice Márcio Martins, logo foram interrompidos por ele próprio, numa entrevista ao programa ‘Acorda Assis’, na Rádio Interativa FM. “Não fui. Não sou e nem serei candidato a nada”, resumiu.

 

Abordagem, com informações do Jornal da Segunda



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