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SANTA CASA
COLUNAS • 01/04/2019

Todo mundo já foi ruim com alguém, e está tudo bem

Abordando as Coisas da Vida.

Todo mundo já foi ruim com alguém, e está tudo bem

A vida é um eterno mar de escolhas. Essas escolhas são simulacros de nossa realidade que temos de passar. Durante a jornada essas escolhas nos levam a um dilema.

Na grande área da ética, o dilema é o que caracteriza o momento de nossa reflexão frente ao problema, ou seja, é o ponto crítico de nossa situação, seja ela física, espiritual ou moral.

Ora, enfrentamos muitos desses entraves no dia a dia, principalmente no que diz respeito aos nossos hábitos. Pense comigo: eu, por exemplo, tenho uma luta com meu hábito de sedentarismo. Passo muito tempo sentado, lendo, escrevendo, trabalho em casa pela internet, ou seja, meu exercício diário é comer, passar o dia inteiro frente ao computador e, por fim, dormir.

Junto a esse problema vem o outro: preciso mudar minha rotina. Ao invés de passar o dia inteiro no computador, eu terminaria o expediente mais cedo, comeria mais frutas, seria mais saudável. Entre estar sedentário e estar saudável, surge nosso amigo dilema que é atropelado por uma coisa: minha capacidade de não conseguir colocar em prática as mudanças necessárias que eu preciso.

Assim, tomo uma atitude frente ao problema de forma positiva, ou minha decisão vai de encontro a uma consequência negativa. O dilema então se diluirá nisso, nas consequências.

Nesses muitos embates cotidianos, geralmente decidimos por coisas que são difíceis para nós, por muitas vezes nossas escolhas vão de encontro às pessoas, às instituições que temos respeito, e não porque você optou por um novo conjunto de valores, mas porque a caminhada da vida e suas multiplicidades nos obrigam a tomar posições complicadas.

Provavelmente você já tomou uma decisão que magoou alguém, e amigo, enestá tudo bem. Talvez, você fez alguém chorar, não por pura maldade, mas pelo fato de que a vida é múltipla e que as vezes devemos nos desprender para viver mais plenamente.

Sei que não queremos ser o mal do outro, todavia, às vezes somos, e repito, está tudo bem. Você não é ruim por isso, nem uma pessoa sem caráter. Tranquilize-se, analise a situação e veja o que aconteceu de verdade, se por acaso, achar que sua atitude foi errada, esteja pronto a perdoar.

Perdoar está na categoria dos dilemas, um dos mais difíceis, porém, um dos mais redentores e definidores de posição em nossas vidas. Que estejamos abertos a escolher andar por nossos dilemas e entender que nem sempre somos o bem, todavia, o mal também.

 

Eduardo Matheus




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