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JUSTIÇA • 18/04/2024

Autor de homicídio em Tarumã é absolvido após 12 anos do crime

A sentença de absolvição foi assinada às 22h57 num júri de 13 horas.

Autor de homicídio em Tarumã é absolvido após 12 anos do crime

No Fórum da Comarca de Assis, na quarta-feira, 17 de abril, um julgamento iniciado pela manhã, com sentença assinada às 22h57, trouxe à tona um caso de homicídio ocorrido há 12 anos em Tarumã,-SP. O réu, Liomar Alves Martins, conhecido como "Oito Segundos", foi absolvido da acusação de assassinar David César Dias Lopes, de 19 anos na época.

Sentado no banco dos réus, Liomar enfrentou o corpo de sentença composto por três homens e quatro mulheres, enquanto seu defensor, Carlos Henrique Affonso Pinheiro, e os assistentes Denner Roque e Jimmy Steenmeijer, acompanhavam de perto. O juiz de direito, Bruno César Giovanini Garcia presidia a sessão, enquanto o promotor de justiça, Fernando Fraga, liderava a acusação.

O crime remonta a 7 de outubro de 2012, quando o homicídio ocorreu em frente ao "Bar do Maycon", na Avenida das Orquídeas. Versões conflitantes sobre o evento foram apresentadas durante o julgamento. Testemunhas de defesa relataram que David estava sentado à mesa com sua namorada e amigos quando foi surpreendido pelo agressor. Por outro lado, Liomar afirmou em seu depoimento que os dois estavam frente a frente na calçada, momento em que alega ter sido agredido com um tapa no rosto antes de atirar no jovem com um revólver calibre 38. O que ele fazia com o revólver em punho, se não tinha a intenção de matar David, foi bem questionado pela acusação.

As motivações por trás do crime eram complexas. Antes do incidente, David havia sido responsabilizado pela morte do enteado de Liomar, Renato, em 2009, durante um confronto entre grupos em uma festa de rua. O episódio resultou na condenação de David, que na época era menor de idade e foi enviado para a Fundação Casa.

Um ponto de controvérsia durante o julgamento foi uma tatuagem na perna de David, com as letras "PJL". Enquanto a promotoria e a família interpretavam as letras como símbolos de "Paz, Justiça e Liberdade", a defesa de Liomar argumentava que representavam os nomes de Renato (o enteado morto), Julia (mãe de Renato) e Liomar (padrasto do falecido). A defesa insistiu que a primeira letra não era um "P", mas sim um "R", porém, a legibilidade da tatuagem foi contestada, especialmente quando exibida em um telão e não apresentava nitidez. 

Durante o júri, foi alegado pela promotoria, as sucessivas provocações e ameaças à família de David por Liomar e seus familiares. Também foi alegado pela defesa, as sucessivas provocações e ameaças à família de Liomar por David e seus familiares.

Após um longo e exaustivo processo, o júri deliberou e absolveu Liomar Alves Martins das acusações de homicídio. As famílias tanto do réu quanto da vítima acompanharam atentamente o desfecho do julgamento.

Visões familiares

Para a família da vítima, a sensação é de que a justiça falhou, pois após 12 anos de espera, ainda aguardavam um desfecho para a morte prematura de David, de 19 anos, o qual já havia pagado por seu crime. Pai, mãe e irmãos presentes expressaram à redação Abordagem, gratidão e admiração pelo incansável esforço do promotor de Justiça, Fernando Fernandes Fraga, que dedicou-se intensamente na busca pela condenação, embora sem sucesso.
 

Para a família do réu, o veredicto da absolvição representou justiça, fundamentado na argumentação de que o conflito teve início com as ações de David, culminando na morte de Renato, em 2009, enteado de Liomar.

 

 

Fonte: redação Abordagem




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