Caso Katrina: defesa do delegado assisense afirma que morte da adolescente foi fatalidade
Nóbile sustenta que não houve intenção de matar e pede cautela da população em comentários nas redes
O advogado assisense Ernesto Nóbile procurou o portal Abordagem Notícias para se manifestar sobre o caso envolvendo a morte da adolescente Katrina Bormio Silva Martins, de 16 anos, atingida por um disparo durante a Festa do Peão de Promissão. Em áudio e texto enviados à reportagem, o defensor apresentou a versão da defesa do delegado Vinícius Martinez, envolvido na ocorrência. A manifestação foi encaminhada em exercício do direito de resposta, espaço que havia sido deixado aberto pelo portal na reportagem publicada sobre a prisão do pai da jovem, em Assis, durante a distribuição de panfletos relacionados ao caso.
Segundo Nóbile, na noite de 4 de agosto de 2024, o delegado estava no local onde acontecia a 46ª Festa do Peão de Promissão, acompanhando uma ação policial para conter um homem que, conforme relatado pela defesa, havia acabado de sair da prisão após cumprir 17 anos de pena, estaria sob efeito de drogas e agredindo policiais militares durante a festa.
De acordo com o advogado, Vinícius Martinez teria dado voz de prisão ao suspeito, que conseguiu se desvencilhar dos policiais e avançou contra o delegado. Neste momento, ainda segundo a defesa, o policial sacou a arma e efetuou um disparo de advertência para o alto, conhecido como “tiro de alerta”, na tentativa de conter a ação do homem.
Conforme o relato apresentado por Nóbile, uma das balas teria ricocheteado no chão e atingido Katrina, de forma acidental. A defesa sustenta que o delegado não teve intenção de atingir a adolescente e classifica o caso como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
O advogado afirmou, ainda, que o delegado prestou socorro à vítima e acionou o SAMU após o ocorrido. Katrina chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Durante o pronunciamento, Ernesto Nóbile declarou que o delegado estava em “estrito cumprimento do dever legal”, exercendo a função de manter a ordem pública diante de uma situação considerada grave e violenta.
Segundo ele, o homem envolvido na ocorrência seria um “elemento perigosíssimo”, que colocava em risco a vida de pessoas presentes no evento e enfrentava policiais militares de forma agressiva. O advogado afirmou ainda que o suspeito já havia cumprido 17 anos de prisão e recentemente foi condenado novamente a mais 12 anos de reclusão por crimes ligados a tráfico de drogas e assalto, estando atualmente preso na penitenciária de Caiuá.
Ernesto Nóbile também criticou o que classificou como “pré-julgamento” nas redes sociais e pediu cautela à população nos comentários e compartilhamentos sobre o caso.
“Não se pode fazer pré-julgamento dos fatos. Tudo será devidamente esclarecido durante a audiência de instrução e julgamento”, afirmou.
O advogado comparou o caso a um acidente de trânsito, reforçando a tese de homicídio culposo:
“Seria como um acidente em que a pessoa atropela alguém sem intenção de matar. Segundo a defesa, não houve dolo, nem interesse em tirar a vida da adolescente”, concluiu Ernesto Nóbile.
O defensor também comentou a repercussão envolvendo a prisão do pai de Katrina, em Assis, ocorrida na tarde da última quinta-feira, 21, enquanto ele distribuía panfletos pedindo justiça pela filha. Segundo o advogado, “ambas as famílias estariam emocionalmente abaladas diante da tragédia”.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades competentes e continua gerando forte repercussão em toda a região.
Fonte: Da Redação
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