Dois anos sem Mauro: família cobra justiça por atropelamento em Assis
Viúva relata dor, ausência e indignação com falta de resposta da Justiça.
Passados dois anos da morte do tropeiro e domador de cavalos Mauro Correia, a dor da família permanece — agora acompanhada por um sentimento crescente de indignação. A viúva, Maria Miguelina da Silva, afirma que até hoje não houve uma resposta da Justiça para o caso que tirou a vida de Mauro, aos 71 anos, na madrugada de 31 de março de 2024, um domingo de Páscoa, em Assis.
O acidente ocorreu nas proximidades do Posto Tucuman, às margens da rodovia SP-333 (Miguel Jubran). Mauro retornava de uma cavalgada, montado em sua mula, por volta das 5h da manhã, quando foi violentamente atingido por um carro. O impacto foi tão forte que ele morreu ainda no local. O motorista fugiu sem prestar socorro. Na pista, ficou apenas parte de um farol, peça que poderia auxiliar na identificação do veículo.
A condutora envolvida, uma mulher que à época tinha 38 anos e é residente em Assis, dirigia um Chevrolet Prisma prata. Na segunda-feira, 1º de abril de 2024, ela se apresentou espontaneamente à polícia, acompanhada de um advogado, mas não foi presa. A reportagem não teve acesso ao conteúdo do depoimento.
Em entrevista ao portal Abordagem Notícias, a viúva desabafou sobre a dor que ainda carrega e a frustração com a lentidão do processo.
“A justiça é muito lenta e até agora não tive uma resposta. A mulher que atropelou meu marido se apresentou no dia seguinte e não foi presa. Ela não prestou socorro, foi negligente”, afirmou.

Descrito como uma pessoa simples, prestativa e sempre disposta a ajudar o próximo, Mauro era conhecido e querido na comunidade.
Segundo Maria, há tentativas de resolução por meio de indenização, o que não atende ao desejo da família. “Eles querem que ela pague indenização. Isso não vai trazer o meu marido de volta. Eu só quero justiça. Não é um pix que vai pagar a vida dele”, disse, emocionada.
Ela também destacou o vazio deixado por Mauro dentro de casa, especialmente em datas simbólicas. “Dois anos já e nenhuma resposta. Não tem mais Páscoa pra nós”, lamentou.
Mauro Correia deixou a esposa, dois filhos — Marcelo e Itamar — e seis netos. Um deles, Miguel, muito próximo do avô, sentiu profundamente a perda. “Ele chorou muito por uma semana. Foi muito difícil pra todos nós”, relembra a viúva.
Descrito como uma pessoa simples, prestativa e sempre disposta a ajudar o próximo, Mauro era conhecido e querido na comunidade. Sua morte comoveu tropeiros, amigos e familiares, que prestaram homenagens em sua despedida.
Dois anos depois, a família segue aguardando respostas — e, acima de tudo, justiça.
Fonte: Da Redação - Fotos: Cedidas pela família
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