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Mathias Odontologia
LOCAL • 30/09/2022

Professora de Enfermagem da FEMA tem tese de doutorado publicada em revista internacional

Estudo analisou o impacto negativo do uso de contraceptivos na massa óssea de adolescentes.

Professora de Enfermagem da FEMA tem tese de doutorado publicada em revista internacional

No último dia 16 de setembro de 2022, a professora do curso de Enfermagem da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA), Dra. Talita Domingues Caldeirão, teve a sua tese de doutorado “Impacto de duas combinações de anticoncepcionais orais de baixa dose sobre a massa óssea de adolescentes: ensaio clínico com dois anos de acompanhamento” publicada em uma revista de renome internacional - a Medicine, no volume 101, edição 37.

Segundo Talita, que fez seu doutorado no Programa de Tocoginecologia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp/Campus Botucatu), o trabalho estudou a saúde óssea de adolescentes usuárias de contraceptivos, observando o impacto que o uso tem no ganho de massa óssea. “Nós comparamos as duas dosagens diferentes de contraceptivos com um grupo controle que não fazia uso e percebemos que existe um impacto negativo nas pacientes que iniciaram o uso de contraceptivo ainda muito jovens, o que acabou prejudicando o ganho de massa óssea delas, o que pode impactar diretamente na maturidade, aumentando o risco de osteoporose, osteopenia e outras fraturas”, explicou a professora.

Dra. Talita destacou que a defesa de seu trabalho foi realizada em agosto do ano passado e que, durante o desenvolvimento da pesquisa, contou com o apoio da professora Lilian Rodrigues Orsolini, docente dos cursos de Medicina e Fisioterapia da FEMA. “O projeto também fez parte do mestrado dela, fundamental para a execução de todas as etapas desse estudo clínico que foi complicado de realizar, uma vez que precisávamos acompanhar as meninas que participaram mesmo durante a pandemia, o que dificultou bastante a coleta de dados. Era necessário fazer coleta de sangue e submeter as meninas a exames, como a densitometria óssea e raios-x, então foi tudo muito desafiador, pois foi um momento que todos pararam e nós tínhamos que coletar esses dados exatamente naquele período”, completou.

De acordo com a professora, sua pesquisa pode sinalizar que os médicos devem observar com atenção os critérios para prescrever o uso de contraceptivos. “É preciso ver qual é a  necessidade que essas meninas têm para usar contraceptivos de maneira precoce, para que elas possam realizar atividades que remediam ou diminuam o impacto negativo dessas substâncias, como atividades físicas regulares e o aumento de ingestão de cálcio, por exemplo, que podem também ajudar a prevenir o risco de fraturas. Isso acaba se tornando um problema importante de saúde pública, pensando principalmente em como diminuir os impactos importantes que pode gerar”, disse Caldeirão.

Além de Lilian, a estudante recém-formada do curso de Medicina da FEMA, Maria Paula Torquato, participou do projeto por meio do programa de iniciação científica da faculdade. “Como tivemos dificuldades em fazer a coleta de dados por conta da pandemia, toda a ajuda que recebemos durante o processo foi fundamental para que o trabalho fosse concluído com a excelência e a qualidade que entregamos. Então, eu quero agradecer a colaboração, a dedicação e o compromisso que todas as pessoas envolvidas neste projeto tiveram, os méritos também são de todos”, finalizou Lilian.

A FEMA parabeniza as professoras e a ex-aluna pela publicação do trabalho na renomada revista científica e reitera o compromisso que a instituição tem com a pesquisa e o desenvolvimento de novas ideias. 

 

 

Assessoria de Comunicação Fema



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