Polícia apura se corpo encontrado no Rio Paranapanema é de jovem desaparecida em Ourinhos
Exames periciais devem confirmar a identidade; dois suspeitos seguem presos e um permanece foragido.
A Polícia Civil de Ourinhos aguarda o resultado dos exames periciais para confirmar se o corpo encontrado no Rio Paranapanema, em Salto Grande, pertence à jovem Gabriély Miklaely Gomes Oliveira, de 21 anos, desaparecida desde 9 de junho.
O cadáver foi localizado em 10 de julho, cerca de um mês após o desaparecimento, em avançado estado de decomposição. Segundo o delegado João Beffa, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ourinhos, as condições do corpo impediram a identificação imediata e dificultaram a constatação de eventuais sinais de violência. Ainda assim, as características físicas são compatíveis com as da jovem.
As investigações apontam que Gabriély teria sido sequestrada após, supostamente, furtar dinheiro e drogas de traficantes. Testemunhas relataram que ela foi levada até a margem de um rio, onde teria sido agredida por três homens. Durante as diligências, a Polícia Civil identificou o veículo utilizado no transporte da vítima e, no cumprimento de mandados de busca, apreendeu drogas e aproximadamente R$ 3,9 mil em imóveis ligados aos investigados.
Dois suspeitos tiveram a prisão temporária decretada e permanecem recolhidos na Penitenciária de Cerqueira César. Um terceiro investigado continua foragido.
Em depoimento, os presos negaram o homicídio, afirmando apenas que agrediram Gabriély antes de deixá-la no local.
Antes da localização do corpo, equipes do Corpo de Bombeiros realizaram três operações de busca no Rio Pardo, em Ourinhos, sem êxito. A principal hipótese da investigação é que o cadáver tenha permanecido preso em galhos, cercas ou outros obstáculos no leito do rio, sendo posteriormente arrastado pela correnteza até o Rio Paranapanema, em Salto Grande.
O corpo permanece no Instituto Médico-Legal (IML) de Ourinhos. A tentativa inicial de identificação por meio da arcada dentária não foi conclusiva devido à ausência de registros odontológicos suficientes. Também foi realizado exame de impressões digitais e, caso não haja confirmação, será feito exame de DNA. Material genético de familiares da jovem já foi coletado para comparação.
A Polícia Civil prossegue com as investigações para confirmar a identidade da vítima, esclarecer a dinâmica do crime e responsabilizar todos os envolvidos.
Fonte: Da Redação com informações do portal G1
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