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ARTIGO • 26/06/2026 às 15:36

O legado mais importante do JOMI não é uma medalha

"Mais do que competição, o JOMI é uma homenagem a quem segue inspirando pelo exemplo."

O legado mais importante do JOMI não é uma medalha

Quando Assis recebe a 28ª edição dos Jogos da Melhor Idade (JOMI), muita gente enxerga apenas uma competição esportiva. Eu enxergo muito mais do que isso.

Minha relação com esse evento começou há muitos anos, em meados dos anos 2000, quando tive a oportunidade de acompanhar a delegação de Assis durante uma edição do então JORI - os Jogos Regionais do Idoso, nome que mais tarde deu lugar ao atual JOMI. Naquela cobertura, descobri algo que nenhuma reportagem consegue transmitir por completo.
Descobri que aquelas medalhas eram apenas um detalhe.

O que realmente chamava a atenção era a alegria dos atletas, a amizade construída entre pessoas de diferentes cidades, o orgulho de vestir a camisa de Assis e a emoção estampada no rosto de cada participante.

Foi ali que passei a admirar profundamente esse evento.

Anos depois, essa admiração ganhou um significado ainda maior dentro da minha própria família.

Minha sogra, Dona Elena Barbosa, passou a participar dos jogos.

E basta chegar esta época do ano para perceber uma mudança que emociona toda a nossa família.

Os treinos ficam mais intensos.

A ansiedade aparece.

As conversas passam a girar em torno da competição.

Mas o que mais nos emociona é algo impossível de medir em uma tabela de classificação.

É o brilho no olhar.
É a felicidade de quem se sente útil, valorizado e capaz de continuar representando sua cidade.
É impossível conviver com isso e não compreender a verdadeira importância do JOMI.
Quem vê apenas uma competição talvez não perceba o que realmente acontece ali.
Ali nasce autoestima.
Ali nasce pertencimento.
Ali nasce amizade.
Ali nasce saúde.
Ali nasce qualidade de vida.

É por isso que considero tão importante que Assis seja sede desta edição dos Jogos da Melhor Idade.
Receber atletas de dezenas de municípios significa movimentar hotéis, restaurantes e o comércio local. Mas o maior legado não é econômico.

O maior legado é humano.

É fazer com que a sociedade olhe para seus idosos com o respeito que eles merecem.

Nós falamos muito sobre infância, juventude e mercado de trabalho. Precisamos falar também sobre envelhecimento com dignidade.

Precisamos de cidades acessíveis.

Precisamos incentivar o esporte durante toda a vida.

Precisamos criar oportunidades para que nossos idosos continuem ocupando os espaços públicos, convivendo, sorrindo, competindo e inspirando as novas gerações.

O JOMI nos lembra justamente disso: envelhecer não significa perder espaço. Significa continuar escrevendo histórias.

Tenho certeza de que quem acompanha um pai, uma mãe, um avô ou uma avó nesses jogos entende exatamente o que estou dizendo. Porque o verdadeiro prêmio nem sempre sobe ao pódio.

Muitas vezes, ele volta para casa dentro do coração.

Que Assis receba todos os atletas com o carinho que caracteriza nossa cidade.

E deixo, de forma muito especial, meu abraço e minha torcida à delegação assisense. Que cada atleta aproveite cada momento, represente nossa cidade com orgulho e continue mostrando que nunca existe idade para sonhar, competir e inspirar.

Bom JOMI a todos.

Rodrigo de Souza: Defensor de políticas públicas que promovem inclusão, qualidade de vida e dignidade.

Fonte: Por_Rodrigo de Souza

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