Réus são condenados a mais de 40 anos pela morte de jovem em Assis
Júri avançou pela noite e teve tributo ao criminalista Roldão Valverde.
Após um julgamento que se estendeu ao longo desta quarta-feira, 3 de junho, no plenário da Câmara Municipal de Assis, o Tribunal do Júri da Comarca condenou Gilmar Mariano de Oliveira Filho e Lucas Matheus Pereira da Silva pelo homicídio de Arinelson Bento de Oliveira, crime ocorrido em março de 2018.
A sessão teve início às 9 horas e reuniu representantes do Ministério Público, advogados, familiares, testemunhas e jurados. Ao final dos debates, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade dos acusados pelo crime.
Gilmar Mariano de Oliveira Filho foi condenado a 23 anos e 4 meses de prisão, enquanto Lucas Matheus Pereira da Silva recebeu pena de 16 anos e 8 meses de reclusão. Somadas, as condenações ultrapassam 40 anos de prisão.
A vítima, Arinelson Bento de Oliveira, tinha 20 anos e trabalhava como mototaxista. Ele foi baleado na madrugada de 4 de março de 2018, na região do Parque Colinas, em Assis. Socorrido com vida, permaneceu internado por vários dias, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu posteriormente.
Durante a abertura de sua sustentação oral, o advogado João Carlos Merlim prestou uma homenagem ao renomado criminalista Roldão Valverde, falecido na semana passada. Em sua manifestação, Merlim destacou a trajetória do advogado, lembrando sua marcante atuação em inúmeros julgamentos do Tribunal do Júri em Assis, na região e em diversas cidades do Brasil.
Ao encerrar a homenagem, em um gesto que emocionou os presentes, o advogado pediu uma salva de palmas em reverência a Roldão Valverde, quebrando o protocolo habitual das sessões do júri. O plenário atendeu ao pedido e prestou a última homenagem ao profissional, considerado uma das referências da advocacia criminal na região.
Durante o julgamento foram apresentados aos jurados depoimentos, provas técnicas e os argumentos da acusação e da defesa. Após a votação dos quesitos, os integrantes do Conselho de Sentença decidiram pela condenação dos dois réus.
O caso teve grande repercussão em Assis na época dos fatos e voltou ao centro das atenções nesta quarta-feira, quando foi submetido ao julgamento popular, encerrando mais uma etapa de um processo que tramitava há mais de oito anos.
O Tribunal do Júri foi presidido pelo juiz Bruno César Giovanini Garcia, responsável pela condução dos trabalhos e pela leitura da sentença. A acusação esteve a cargo do promotor de Justiça Fernando Fernandes Fraga. Na defesa dos acusados, Lucas Matheus Pereira da Silva foi representado pelos advogados João Carlos Merlin e Carlos Pinheiro, enquanto Gilmar Mariano de Oliveira Filho teve sua defesa conduzida pelos advogados Sérgio Mendes e Fernanda Mendes. Ao longo da sessão, as partes apresentaram suas teses aos jurados, que ao final decidiram pela condenação dos réus.
Fonte: Da Redação
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