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CARLITO MODAS
POLÍCIA • 09/05/2026 às 23:21

Juiz decreta prisão preventiva de homem de 20 anos acusado de estuprar adolescente em Assis

Acusado gravou ato pelo celular e alegou consensual, mas versão não convenceu Justiça.

Juiz decreta prisão preventiva de homem de 20 anos acusado de estuprar adolescente em Assis

A Justiça decretou a prisão preventiva do rapaz de 20 anos acusado de estuprar uma adolescente de 16 anos em Assis. A decisão foi tomada na manhã deste sábado, 9 de maio, durante a audiência de custódia. O caso é amplamente divulgado e compartilhado nas redes sociais pela família da vítima.
 
O crime ocorreu na manhã de sexta-feira, 8 de maio, por volta das 9h20, no Jardim Santa Clara. Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para verificar uma denúncia de estupro. Consta no processo que os policiais encontraram a adolescente emocionalmente abalada e chorando, amparada por uma vizinha. No local, a vítima indicou aos PMs quem era o autor.
 
Ela relatou que seguia a caminho da escola quando foi abordada por um conhecido em um carro. Após insistência do acusado, ela entrou no veículo. Ele a levou até uma residência, onde forçou a relação sexual. A vítima ainda relatou ter sido agredida com um soco no rosto e tentativa de sufocamento.
 
Com as informações, equipes da 1ª Cia do 32º BPM/I foram até a casa do acusado e o prenderam em flagrante. Na residência, nada ilícito foi encontrado. Durante as diligências, a polícia constatou que ele gravou o ato pelo celular. Em depoimento, o detido admitiu o ocorrido, contudo alegou que a relação foi consensual. A versão não convenceu o Ministério Público tampouco o juiz.
 
Na audiência de custódia realizada neste sábado, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva, com base no artigo 310, inciso II, do Código de Processo Penal. O rapaz foi encaminhado para a Cadeia Pública de Cândido Mota e permanece à disposição da Justiça.
 
A adolescente foi acompanhada pelo Conselho Tutelar durante todo o atendimento e passou por exame de corpo de delito no IML de Assis. O caso segue sob investigação.
 
Em nota, a defesa informou que discorda da prisão preventiva e que irá ingressar com pedido de habeas corpus com liminar no Tribunal de Justiça, buscando a revogação da medida. Segundo os advogados, no entendimento técnico da defesa, não haveria necessidade da manutenção da cautelar considerada mais gravosa. O documento é assinado pelo escritório Alves & Vanzella Advogados Associados, de Assis.
 
Denúncias de violência sexual podem ser feitas pelo Disque 100, no 190 da PM ou diretamente no Conselho Tutelar. O atendimento é sigiloso.

Fonte: Da redação

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ESCRITORIO ESCARAMBONI