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ESCRITORIO ESCARAMBONI
JUSTIÇA • 13/02/2026 às 15:53

Após 31 horas e meia, júri histórico condena quatro réus a mais de 31 anos cada

Julgamento foi exaustivo e terminou com condenação dos quatro réus

Após 31 horas e meia, júri histórico condena quatro réus a mais de 31 anos cada

O Tribunal do Júri considerado o mais longo da história da Comarca de Assis terminou após 31 horas e 30 minutos de sessão e trouxe um dado que chamou atenção: os quatro réus foram condenados a penas superiores a 31 anos de prisão. 

O julgamento teve início na quarta-feira (11), às 9h, avançou até 0h30 e foi retomado na quinta-feira (12), às 9h30, encerrando apenas à 1h30 da madrugada. Ao todo, mais de um dia inteiro de debates intensos, oitivas e manifestações, tornando o processo extremamente exaustivo para jurados, magistrados, promotor, advogados, servidores, réus e familiares. Os jurados foram encaminhados para um hotel da cidade, onde permaneceram incomunicáveis. 

O júri foi presidido pelo juiz Bruno César Giovanini Garcia, com atuação do promotor de Justiça Fernando Fernandes Fraga na acusação. Na defesa atuaram os advogados João Carlos Merlim, Athos Ribeiro, Mauro Sérgio Martins dos Santos, Felipe Ferreira, Evandro Aparecido Paião de Souza e Vanessa Nunes Maciel Paião.

Penas aplicadas

Evandro Rosa Nogueira: 31 anos, 11 meses e 10 dias
Miqueias Nunes de Carvalho: 31 anos e 10 meses
Rean de Souza Henrique Leite: 31 anos
Matheus Benetati de Oliveira: 31 anos

Todas as penas deverão ser cumpridas inicialmente em regime fechado, sendo que os réus já estavam presos.

O dado simbólico da coincidência numerológica chamou atenção: um júri que durou pouco mais de 31 horas resultou em condenações acima de 31 anos para todos os réus. A decisão foi tomada pelo Conselho de Sentença, que reconheceu as qualificadoras sustentadas pela acusação.

O caso, referente ao homicídio de Wellinton Diogo Faustino dos Santos, ocorrido em 4 de abril de 2024, em Florínea, envolveu a morte da vítima por disparos de arma de fogo, com posterior ocultação do corpo no Rio Dourado. O julgamento encerra uma das sessões mais intensas já registradas na história da Comarca.

Fonte: Da Redação

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