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ESCRITORIO ESCARAMBONI
POLÍCIA • 13/02/2026 às 00:20

Moradora de Assis é presa em operação do DEIC que investiga esquema bilionário

Investigação apura possível uso de “laranjas” e empresas de fachada para movimentação de altos valor

Moradora de Assis é presa em operação do DEIC que investiga esquema bilionário

A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (12/2), uma mulher apontada como a coordenadora de um esquema criminoso que desviou R$ 1,1 bilhão em sete meses por meio da venda de produtos eletrônicos em São Paulo. A quadrilha é predominantemente chinesa, mas a detida é brasileira e foi presa em sua casa, em Assis.

Segundo a polícia, a mulher tinha uma função muito importante no esquema, visto que repassava o dinheiro das vendas de produtos eletrônicos para empresas laranjas da quadrilha e emitia notas fiscais frias.

Além disso, de acordo com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a mulher também usava as contas bancárias como “contas-balde” para depois pulverizar os valores e prejudicar o rastreamento do dinheiro.

Um das contas laranjas da organização criminosa pertencia a um membro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele também foi preso nesta quinta-feira, na zona oeste da capital paulista.

Identificado como Joe, a polícia apurou que o homem atuava como operado das empresas da facção e já foi indiciado pelos crimes de tráfico de drogas, roubo e receptação. A investigação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) ainda apontou que a quadrilha chinesa usava pessoas com histórico criminal ligado à facção. Essas pessoas atuavam como sócios de fachada e beneficiários de imóveis de alto valor. “O uso dessas figuras visava a blindagem patrimonial”, apontou a investigação.

Esquema bilionário

A investigação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) apontou que a quadrilha usava um sistema complexo de desvio de dinheiro para ocultar receitas das vendas de produtos eletrônicos.
O comércio acontecia pela plataforma principal, mas os pagamentos eram redirecionadas para empresas de fachada, que funcionavam como contas de passagem, enquanto as notas fiscais eram emitidas por empresas terceiras.
Em sete meses, o grupo criminoso movimentou pelo menos R$ 1,1 bilhão.

A operação desta quinta, chamada de Dark Trader, contou com a participação de 100 policiais civis, 20 auditores fiscais e dois promotores de Justiça. A ação policial cumpre 20 mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva em São Paulo e ;Santa Catarina. Dois deles, o Joe e a mulher brasileira presa em Assis, já foram detidos. Um homem chinês segue sendo procurado.

Além disso, o Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp) obteve o sequestro de valores de até R$ 1,1 bilhão, estando entre os bens identificados e bloqueados ao menos R$ 25 milhões em imóveis de alto padrão, carros de luxo e dezenas de contas bancárias em nome de laranjas.

Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio de até R$36 bilhões. São investigadas 32 pessoas, sendo 18 físicas e 14 jurídicas, além de 36 contas bancárias.

Fonte: Da Redação com informações do site Metrópoles - Foto reprodução/ Polícia Civil

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