Polícia Civil realiza operação contra aplicação ilegal de remédios emagrecedores em Assis
A aplicação clandestina resultou na prisão de um homem e na apreensão de seringas e ampolas.
A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio do 1º Distrito Policial de Assis, deflagrou nesta sexta-feira, 9, a Operação “Higia”, com foco na repressão à comercialização e aplicação irregular de medicamentos utilizados para emagrecimento, sem autorização legal e sem acompanhamento médico.
O nome da operação faz referência a Higia, deusa da saúde, da higiene e da prevenção na mitologia grega, simbolizando a atuação do Estado na proteção da saúde pública e na prevenção de práticas que colocam em risco a integridade física da população.
As investigações tiveram início após informações indicarem que profissionais de Educação Física, atuando como personal trainers, estariam oferecendo e aplicando a alunos e clientes medicamento de uso controlado com princípio ativo da tirzepatida. A substância, utilizada para emagrecimento, exige prescrição médica e acompanhamento clínico, conforme determina a legislação sanitária vigente.
De acordo com a apuração, o medicamento vinha sendo utilizado como método rápido de perda de peso, sem a devida prescrição, sem monitoramento médico e sem esclarecimento adequado sobre possíveis riscos à saúde, situação que pode configurar crimes previstos na legislação penal e sanitária.
Após a coleta de elementos preliminares e representação ao Poder Judiciário, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão domiciliar no município de Assis, com apoio de 16 policiais civis. Durante o cumprimento das diligências, na residência de um dos investigados, identificado pelas iniciais L.G.F.S., de 39 anos, foram apreendidas ampolas contendo produtos emagrecedores e diversas seringas, confirmando as informações iniciais.
Diante dos fatos, o investigado foi conduzido à Central de Polícia Judiciária de Assis, onde a autoridade policial deliberou por sua autuação em flagrante pelo crime de falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. Nos demais locais vistoriados, nada de ilícito foi encontrado.
Concluídos os trabalhos de Polícia Judiciária, o indiciado foi recolhido a uma unidade prisional da região, permanecendo à disposição da Justiça para a audiência de custódia. As investigações seguem em andamento, em sede de Inquérito Policial, para análise do material apreendido e completa elucidação dos fatos.
A Polícia Civil reforça seu compromisso com a preservação da ordem pública e a proteção da saúde da população, alertando que o uso de medicamentos deve ocorrer exclusivamente com prescrição e acompanhamento médico, a fim de evitar riscos graves decorrentes da utilização irregular dessas substâncias.
Fonte: Da Redação - Foto: Polícia Civil
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