Dia da Conquista do Voto Feminino reforça força das mulheres nas urnas de Assis
Mais de 53% dos eleitores do município são mulheres e consolidam protagonismo nas urnas.
Nesta segunda-feira, 24 de fevereiro, quando se celebra o Dia Internacional da Conquista do Voto Feminino, os números do eleitorado de Assis mostram a força da participação das mulheres na democracia local. De acordo com dados atualizados da Justiça Eleitoral, o município conta com 68.726 eleitores aptos a votar, sendo que 37.004 são mulheres e 31.722 são homens.
Isso significa que as mulheres representam aproximadamente 53,8% do eleitorado assisense, consolidando-se como maioria nas urnas.
Faixa etária
A análise por faixa etária revela que a maior concentração de eleitores está entre 45 e 59 anos, com 18.463 pessoas. Nesse grupo, também há predominância feminina: 10.061 mulheres contra 8.402 homens.
Na faixa de 35 a 44 anos, são 12.896 eleitores (6.786 mulheres e 6.110 homens). Já entre 25 e 34 anos, o total é de 11.648, sendo 6.038 mulheres e 5.610 homens.
Entre os jovens de 18 a 24 anos, Assis soma 6.596 eleitores, com leve maioria feminina (3.398 mulheres e 3.198 homens).
Jovens e idosos
Os adolescentes de 16 e 17 anos também participam do processo democrático. Aos 16 anos, são 84 eleitores (41 mulheres e 43 homens). Aos 17 anos, o número sobe para 245 (117 mulheres e 128 homens). Há ainda três eleitores menores de 16 anos registrados, conforme os dados.
Entre os idosos, o número também é expressivo. Na faixa de 60 a 69 anos, são 10.900 eleitores (6.092 mulheres e 4.808 homens). Já acima de 69 anos, são 7.891, sendo 4.469 mulheres e 3.422 homens.
Conquista histórica
As mulheres brasileiras conquistaram o direito de votar em 24 de fevereiro de 1932, por meio de decreto do então presidente Getúlio Vargas, que instituiu o Código Eleitoral. À época, Vargas chefiava o Governo Provisório iniciado em 1930, após o movimento civil-militar que depôs o presidente Washington Luís. Uma das principais bandeiras desse movimento era justamente a reforma eleitoral.
O decreto de 1932 não apenas reconheceu o voto feminino, como também criou a Justiça Eleitoral e instituiu o voto secreto no país.
O direito foi incorporado à Constituição de 1934, porém ainda era facultativo para as mulheres. Somente em 1965 o voto feminino tornou-se obrigatório, sendo equiparado ao dos homens.
Décadas depois, os números mostram que aquela conquista histórica ultrapassou o simbolismo: em Assis, as mulheres não apenas votam — elas são maioria e exercem papel decisivo na construção do cenário político local e nacional.
Fonte: Da Redação - Imagem gerada por IA
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