NOTÍCIA

17/11/2020

STF mantém prisão, em Assis, de médico preso na operação Asclépio

A ação da quadrilha que fraudava vestibulares de Medicina foi descoberta pela FEMA.


STF mantém prisão, em Assis, de médico preso na operação Asclépio

Foto divulgada no pragrama Fantástico

Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, relator do Habeas Corpus nº 193.449, impetrado por Matheus Mendes, médico preso na Operação Asclépio, indeferiu o documento e manteve a prisão preventiva. O presidiário é de Minas Gerais, foi preso em São Paulo e fazia residência na USP.

O médico está preso no Anexo de Detenção Provisória de Assis, acusado de ter participado da fraude no vestibular do curso de medicina da FEMA – Fundação Educacional do Município de Assis, e integrar organização criminosa. A primeira fase da Operação Asclépio foi deflagrada em abril de 2019.

O médico que teve pedido de revogação da prisão indeferido foi preso na segunda fase, ocorrida em setembro deste ano. Foi apurado que a fraude no vestibular consistiu na realização da prova por terceiras pessoas, que se identificaram como sendo os verdadeiros candidatos, denominados pela organizadora do certame como “pilotos”, dentre eles M.M.M.

Os cinco pilotos faziam parte de uma organização criminosa especializada em fraudar vestibular de ingresso ao concorrido curso de Medicina, assim como que a organização criminosa teria atuado, além do vestibular da FEMA, nos certames dos cursos de Medicina da Unicesumar-Centro Universitário de Maringá-Pr; UNIFIP-Centro Universitário de Patos em João Pessoa-PB; FMABC-Faculdade de Medicina do ABC em Santo André-SP; FITS-Faculdade Integrada de Tiradentes, em Jaboatão dos Guararapes-PE e Unifadra-Faculdades de Dracena-SP. 

Nenhum estudante de Medicina de Assis está envolvido no caso, segundo informou o delegado Seccional de Polícia Civil de Assis, Ricardo Fracasso.

 

Mateus está preso no Anexo de Detenção Provisória de Assis

Investigações

De acordo com as investigações da Polícia Civil, candidatos interessados em obter as vagas em cursos de medicina ofereciam ao grupo criminoso um valor entre R$ 80 e R$ 120 mil, dependendo da concorrência para o curso e da Instituição. Dentro do esquema, os organizadores convidavam estudantes de medicina ou médicos recém-formados para prestarem vestibular se passando pelos verdadeiros candidatos. Essas pessoas eram chamadas de “pilotos” no esquema e chegavam a receber de R$ 20 e 25 mil pra fazer as provas.

As investigações foram iniciadas no final de 2017 pela Delegacia Seccional de Assis-SP. A denúncia partiu da FEMA, onde organizadores do processo identificaram indícios de fraude e passaram os dados para a Polícia Civil.

 

Redação Abordagem 

 



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