Tragédia em Marília: menino autista desaparecido na segunda-feira é encontrado sem vida
Buscas mobilizaram equipes de resgate e voluntários até o desfecho infeliz.
Uma ocorrência que mobilizou moradores e equipes de resgate terminou de forma trágica em Marília. João Raspante Neto, de 12 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi encontrado sem vida após desaparecer na tarde de segunda-feira (6). A irmã dele fez apelos desesperados das redes sociais, pedindo ajuda para as buscas.
De acordo com informações apuradas, o garoto saiu de casa durante um momento de crise, em uma chácara localizada na zona sul de Marília, nas proximidades de uma área de tratamento de água. A família percebeu o desaparecimento e iniciou buscas, que rapidamente ganharam apoio de vizinhos e voluntários.
A mobilização contou com a atuação do Corpo de Bombeiros e também de uma equipe especializada em busca e salvamento da própria cidade de Marília, o CORS (Centro de Operações de Resgate e Salvamento), que auxiliou nos trabalhos ao longo das buscas.

As equipes concentraram os esforços em áreas de mata e cursos d’água da região. Após cerca de 10 horas de buscas, por volta das 2h da madrugada, veio a confirmação da tragédia.
Pelas circunstâncias apuradas, o garoto teria pulado o alambrado do sistema de tratamento de esgoto — o chinelo foi encontrado do lado de fora, próximo à cerca — e entrado no interior de uma das lagoas, onde acabou se afogando.

O par de chinelos do garoto foi encontrado do lado de fora do alambrado. Foto: Arquivo pessoal
O corpo de João Raspante Neto foi localizado pelos próprios familiares e amigos que participavam das buscas, sendo posteriormente removido pela equipe de salvamento do Corpo de Bombeiros.
A morte gerou forte comoção em Marília, principalmente pela condição da criança, que exigia cuidados especiais, ampliando a apreensão desde o início do desaparecimento.
A tragédia reforça o alerta para a necessidade de atenção redobrada com crianças em situação de vulnerabilidade, especialmente aquelas com transtornos que podem levá-las a se afastar de ambientes seguros.
Fonte: Da Redação - Foto: Rede social
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