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ESCRITORIO ESCARAMBONI
POLÍCIA • 31/03/2026 às 12:22

Mãe denuncia abusos e padrasto é preso por estupro de menina de 12 anos, em Assis

Documentos revelam ameaças, provas do crime e situação de extrema vulnerabilidade da vítima.

Mãe denuncia abusos e padrasto é preso por estupro de menina de 12 anos, em Assis

Um fisioterapeuta, de 52 anos, foi preso preventivamente denunciado de abusar da enteada, hoje com 12 anos, em Assis. Os abusos, segundo as investigações, teriam começado quando a criança tinha apenas oito anos e se estenderam por cerca de quatro anos.

A reportagem do portal Abordagem Notícias conversou com a mãe da vítima, que tem 35 anos, e teve acesso ao boletim de ocorrência, relatórios psicológicos e documentos judiciais que detalham a gravidade do caso e embasaram as decisões da Justiça.

Os abusos teriam ocorrido de forma contínua por aproximadamente quatro anos e a vítima só revelou o caso após a separação da mãe com o suspeito, em 13 de novembro de 2025. O investigado ameaçava a criança, inclusive de morte, para mantê-la em silêncio e há laudos do IML que confirmam o estupro.

Além disso, existe a suspeita de que o homem registrava imagens íntimas da vítima em dispositivos eletrônicos e relatos indicam possível participação de terceiro - amigo do padrasto, em episódios dentro da residência.

Ambiente familiar e dinâmica dos abusos

Segundo a mãe, o suspeito criava um ambiente de isolamento dentro da casa, afastando familiares e restringindo o convívio social.

A adolescente relatou que os abusos aconteciam principalmente quando a mãe não estava presente. Durante anos, o silêncio foi mantido por medo das ameaças.

A revelação ocorreu no momento em que o homem deixou a residência. A menina, que o chamava de pai por ter sido criada por ele desde os dois anos de idade, perguntou se ele voltaria. Ao saber que não, contou tudo o que vinha sofrendo.

Sinais ignorados e impacto psicológico

A mãe relatou mudanças no comportamento da filha ao longo dos anos:

Agressividade
Irritação constante
Reações incomuns na presença do suspeito

“Hoje a gente entende que ela estava pedindo socorro”, afirmou.

A adolescente está em acompanhamento psiquiátrico, faz uso de medicação e recebe suporte psicológico contínuo.

Papel da escola foi decisivo

Um relatório psicológico da rede de ensino aponta que:

A vítima buscou ajuda na escola
Houve acolhimento com escuta qualificada
O caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar
A rede de proteção foi acionada imediatamente

O documento destaca que a adolescente está em situação de vulnerabilidade emocional e necessita de acompanhamento contínuo.

Decisão da Justiça e medidas protetivas

Com base nos documentos analisados, a Justiça de Assis determinou:

Afastamento imediato do suspeito do lar
Proibição de qualquer contato com as vítimas
Restrição de aproximação física e comunicação por qualquer meio
Inclusão de outras crianças da família nas medidas protetivas

A decisão ressalta que os fatos indicam violência doméstica e familiar grave, com risco à integridade física e psicológica das vítimas.

Outras crianças também foram protegidas

Os documentos apontam que:

Há uma criança de 8 anos na família, filha do casal
Um adolescente de 14 anos também integra o núcleo familiar

A filha mais nova demonstrou medo e relatou que o suspeito teria dito que faria com ela o mesmo que fez com a irmã mais velha, quando ela tivesse 8 anos 

Manifestação da Polícia Civil (na íntegra)

DELEGACIA DE DEFESA DA MULHER DE ASSIS PRENDE INVESTIGADO POR CRIME DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL

A Polícia Civil do Estado de São Paulo, por intermédio da DDM-Delegacia de Defesa da Mulher de Assis/SP, cumpriu na manhã desta terça-feira, dia 31 de março de 2026, mandado de prisão preventiva expedido em desfavor de investigado pela prática do crime de estupro de vulnerável (art. 217-A do Código Penal).

A ordem judicial foi devidamente executada após regular investigação conduzida pela unidade especializada, que reuniu elementos probatórios consistentes acerca da materialidade delitiva e indícios de autoria.

Durante o curso das apurações, constatou-se, ainda, que o investigado, com idade de 52 anos, teria proferido ameaças contra a vítima, circunstância que acentua a gravidade dos fatos e evidencia a necessidade da medida cautelar de prisão para garantia da ordem pública e da integridade da ofendida. Na oportunidade, foram apreendidos dispositivos eletrônicos contendo grande quantidade de material fotográfico, os quais serão submetidos à análise pericial para apuração de outros crimes envolvendo outras vítimas.

Após o cumprimento da ordem judicial, o preso foi conduzido a estabelecimento prisional da região onde permanecerá à disposição da Justiça para audiência de custódia. As investigações prosseguem visando à completa elucidação dos fatos, identificação de outras possíveis vítimas e responsabilização penal do investigado.

A Polícia Civil reitera seu compromisso institucional com o enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes, atuando de forma rigorosa na proteção as vítimas em situação de vulnerabilidade e na responsabilização dos autores.

Situação atual

O suspeito está preso preventivamente
O caso corre em segredo de justiça
As investigações continuam
Perícias devem analisar os materiais apreendidos

Fonte: Da Redação -Foto cedida pela mãe, com imagem desfocada para preservar a identidade da vítima

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