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JUSTIÇA • 11/02/2026 às 09:21

Júri com quatro réus e 15 testemunhas começa nesta quarta-feira em Assis

Crime em Florínea envolve homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Júri com quatro réus e 15 testemunhas começa nesta quarta-feira em Assis

O Tribunal do Júri realiza nesta quarta-feira (11), a partir das 9h, no plenário da Câmara Municipal de Assis, o julgamento de quatro homens acusados pela morte de Wellinton Diogo Faustino dos Santos, crime ocorrido em 4 de abril de 2024, no município de Florínea, com posterior ocultação de cadáver. A expectativa é de um júri longo e complexo, já que 15 testemunhas devem ser ouvidas ao longo da sessão.

Sentam-se no banco dos réus Miqueias Nunes de Carvalho, Evandro Rosa Nogueira, Matheus Benetati de Oliveira e Rean Henrique de Souza Leite, todos presos. O julgamento será presidido pelo juiz Bruno César Giovanini Garcia, com acusação feita pelo promotor de Justiça Fernando Fernandes Fraga.

Segundo a denúncia do Ministério Público, os acusados teriam agido em conjunto e com divisão de tarefas, motivados por uma dívida relacionada a entorpecentes. Na data dos fatos, o grupo estaria em um VW/Gol vermelho, circulando por Florínea, quando localizou a vítima nas proximidades da caixa d’água da cidade.

Ainda conforme os autos, Wellinton Diogo foi interceptado e forçado a entrar no veículo, ocupando o banco do passageiro. Durante o trajeto, já na saída da cidade, um dos réus teria questionado a vítima sobre a suposta dívida. Na sequência, de forma inesperada, a vítima foi atingida por disparos e morreu.

De acordo com as apurações da Polícia Civil, após o homicídio, os acusados seguiram até uma ponte sobre o Rio Dourado, na divisa entre Florínea e o distrito de Frutal do Campo, pertencente a Cândido Mota, onde o corpo foi arremessado no rio, caracterizando a ocultação de cadáver.

Na volta a Assis, o grupo acabou abordado pela Polícia Militar após atitude suspeita. Durante a ação, os policiais identificaram manchas de sangue no veículo e em calçados, o que reforçou as suspeitas. Posteriormente, o corpo da vítima foi localizado preso a galhos às margens do rio.

Acusação e defesa

O Ministério Público sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, o que qualifica o homicídio.

Na defesa, Miqueias Nunes de Carvalho e Evandro Rosa Nogueira são assistidos pelo advogado dativo João Carlos Merlim, Matheus Benetati de Oliveira é defendido pelos advogados Athos Ribeiro, Mauro Sérgio Martins dos Santos e Felipe Ferreira.
Já Rean Henrique de Souza Leite é representado pelos advogados Evandro Aparecido Paião de Souza e Vanessa Nunes Maciel Paião.

O Portal Abordagem Notícias acompanha o julgamento diretamente do plenário da Câmara Municipal de Assis e trará atualizações ao longo do dia.

Fonte: Da Redação

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