Júri de réu por homicídio de Bruno Sodário (foto) ocorre nesta quarta em Cândido Mota
A mãe não sabe se irá ao julgamento, mas espera justiça, como ocorreu com o primeiro réu julgado.
Será realizado nesta quarta-feira, 28 de janeiro, a partir das 9h, o Tribunal do Júri de um dos réus acusados pelo homicídio de Bruno Sodário Leme de Oliveira, crime praticado em Assis-SP, no ano de 2024. O julgamento acontecerá no Fórum da Comarca de Cândido Mota, após decisão da Justiça, haja vista a reforma do plenário do fórum local e também da Câmara Municipal, onde os júris estavam ocorrendo.
O júri será presidido pelo juiz de Direito Bruno César Giovanini Garcia. A acusação ficará a cargo do promotor de Justiça Fernando Fernandes Fragra. A defesa do réu será realizada pelos advogados Marcos Vinicius Alves da Silva e Laerte Henrique Vanzella Pereira.
O CRIME
De acordo com as investigações da Polícia Civil, Bruno Sodário Leme de Oliveira, de 42 anos, foi morto na noite de 19 de junho de 2024, em uma residência localizada na Rua Brasil, nº 127, região central de Assis. O imóvel ficava muito próximo ao terreno baldio onde o corpo da vítima foi posteriormente deixado.
Ainda segundo a investigação, Bruno era conhecido dos acusados e passou o dia com eles. Horas antes do crime, os três estiveram juntos em uma padaria e, na sequência, seguiram para a residência na Rua Brasil, local onde os investigados moravam e que, segundo a polícia, era frequentado por pessoas para consumo de drogas.

Casa localizada na Rua Brasil, onde o crime foi praticado em 19 de junho de 2024 (divulgada pela polícia)
Em determinado momento, Bruno teria havido um desentendimento dele com os acusados. Sob efeito de drogas e álcool, os autores teriam se armado com uma barra de ferro e desferido golpes contra a vítima. Bruno chegou a cair ao chão e continuou sendo agredido, sofrendo graves lesões, que resultaram em sua morte.
Após o crime, o corpo foi retirado da residência e levado até um terreno baldio nas proximidades, na Rua José Bonifácio, caracterizando também o crime de ocultação de cadáver.

Tênis pertencente ao Bruno Sodário Leme de Oliveira, encontrado na casa onde foi assassinado (divulgada pela polícia)
PROCESSO E CONDENAÇÃO
Dois homens foram denunciados pelo Ministério Público. O processo acabou sendo desmembrado, resultando em julgamentos separados.
O primeiro réu, Leonardo Santana da Silva Rosa, foi julgado e condenado pelo Tribunal do Júri. Ele recebeu a pena de 31 anos e 9 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Agora, o segundo acusado será levado a julgamento nesta quarta-feira, cabendo ao Conselho de Sentença decidir pela condenação ou absolvição, com base nas provas apresentadas pela acusação e pela defesa.
O caso teve grande repercussão em Assis e segue sendo acompanhado por familiares da vítima e pela comunidade regional.
A DOR DE QUEM FICA

Bruno, os pais e as filhas (Foto cedida pela mãe)
Maria Angélica Granado Leme de Oliveira, mãe do Bruno, relata que vive uma dor profunda desde a perda do filho. Ela afirma ter sentido o mundo desabar quando soube do ocorrido e ficou muito triste ao ver algumas mídias informarem que Bruno seria morador de rua, o que não corresponde à realidade. Bruno estava separado da esposa e morava com a mãe, o pai e o irmão. Ele era pai de duas filhas pequenas e já tinha passado por tratamentos para abandonar a dependência de drogas.
De acordo com Angélica, o filho era atencioso, educado, calmo e nunca foi agressivo dentro de casa. “Ele não fazia mal para ninguém. Hoje, as pessoas conversam comigo e contam o quanto gostavam dele e ficaram chocadas com a sua morte”, recorda, emocionada.

Danilo (irmão do Bruno), a mãe e ele, em um retrato de família.
A mãe também relata que, em alguns períodos, Bruno desaparecia por alguns dias, mas sempre retornava e a tranquilizava, dizendo que não havia motivo para preocupação, pois estava com amigos que ele considerava como irmãos e nada iria acontecer.
Diante do sofrimento e da luta para se recuperar, Angélica revela que não conseguiu comparecer ao primeiro julgamento e que, neste segundo, ainda não sabe se terá forças para estar presente. Ela gostaria de poder dizer aos réus o quanto Bruno confiava neles.
Fonte: Da Redação
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